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As Monarquias - Monarquia do Japão

13.02.15, Blog Real

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 A Monarquia do Japão é uma monarquia constitucional do Japão. O Imperador do Japáo (天皇, tennō?) é o símbolo constitucionalmente reconhecido da nação japonesa e da unidade do seu povo. É o chefe da Família imperial japonesa. O termo Micado era o título dos antigos imperadores do Japão. O termo era também usado pelos estrangeiros. A palavra micado provém de palavras japonesas que significam porta sublime, o que mostra a reverência do povo japonês para com o seu soberano. Depois que a civilização chinesa chegou ao Japão no séc. VI d.C., os japoneses passaram a usar para seu imperador o título teno, que significa imperador celeste.

Considera-se que os mais antigos imperadores registados nos livros Kojiki e Nihonshoki, como o Imperador Jimmu,
não têm credibilidade histórica. O primeiro monarca da lista como imperador que é geralmente reconhecido pelos historiadores como tendo existido historicamente foi o Imperador Ojin, mas o tempo do seu reinado é impreciso (presumivelmente foi no século IV tardio ou no começo do século V). Estes dois livros declaram que a casa imperial manteve uma linhagem contínua, embora hoje alguns historiadores defendam que muitos imperadores antigos dos quais se dizia serem descendentes do Imperador Ojin não tinham ligação genealógica com esse seu antecessor. A genealogia que inicia no século V tardio pode ser considerada como fiável, o que quer dizer que a dinastia é contínua desde pelo menos há 1500 anos.

Até ao século VI, a dinastia imperial de hoje era apenas um reino local (rei de Yamato) no Japão Central. Nos séculos V e VI, incrementou-se gradualmente o seu domínio sobre os vizinhos, o que resultou num estado relativamente centralizado (Príncipe Shotoku). Esse resultado continha praticamente todas as áreas geográficas da cultura Japonesa, por exemplo as partes centrais do que é o Japão actual. Isto significa que as áreas remotas que se encontravam povoadas sobretudo por tribos indígenas, como os Emishi, Hayato, e Kumaso, estavam fora dos seus limites. O século V foi também o último período de entradas significativas, como a imigração em massa, ajudando a formação do povo japonês. Em meados do século VI, as ancestrais famílias reais tinham também convergido genealogicamente para dar origem a Kimmei e seus filhos, dos quais descende a linha imperial contínua.

Certas datas e pormenores podem estar em disputa entre historiadores japoneses. Muitos imperadores citados na lista de imperadores formal morreram com muito pouca idade e é difícil dizer que tenham "governado" no sentido do termo.

A função do Imperador do Japão oscilava, até meados do século XX, entre um clérigo de alto nível com grandes poderes simbólicos e um autêntico governante imperial. Houve um culto imperial (Arahitogami) que considera o Imperador como sumo sacerdote mediador entre os homens e a divindade, devido aos laços próximos com os deuses japoneses (laços de herança). A violência e as operações militares foram consideradas incompatíveis com o papel pelo menos durante 14 séculos: por isso os monarcas japoneses não actuaram como comandantes militares, ao contrário do habitual no Ocidente. A principal função do imperador durante a maior parte dos últimos mil anos era habitualmente a de simplesmente autorizar ou outorgar legitimidade aos que exerciam o poder.

Embora o imperador tenha sido um símbolo de continuidade com o passado, o grau de poder exercido pelo imperador do Japão variaram consideravelmente ao longo da história japonesa.

Sob a Constituição moderna do Japão, o imperador converteu-se numa figura cerimonial e titular do cargo de chefe de estado de uma monarquia constitucional. O actual Imperador, Sua Majestade Imperial, o Imperador Naruhito, sucedeu ao seu pai Akihito em 2019, depois deste abdicar.

Linha de Sucesão:

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A Lei de Sucessão Imperial de 1947 estabelece que apenas os homens descendentes por linha direta do imperador japonês podem herdar o Trono do Crisântemo. A reforma dessa lei esteve em pauta no governo japonês em 2005, para possibilitar a ascensão da Princesa Aiko, única filha do Príncipe Herdeiro Naruhito e de Masako, Princesa Consorte; entretanto, com a gravidez da Princesa Kiko, esposa do Príncipe Akishino (segundo filho do Imperador Akihito), ela foi interrompida. A Princesa Kiko deu à luz um menino, o Príncipe Hisahito, em setembro de 2006, gerando alívio para os tradicionalistas, que querem manter a sucessão entre os homens. Por enquanto, o debate foi suspendido, mas poderá ser levado adiante no futuro.

Os Palácios:

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A residência oficial do Imperador japonês é o Palácio de Kokyo, localizado no centro de Tóquio, desde meados do século XIX. Antes os Imperadores residiam em Quioto.
O Palácio Akasaka é uma instalação do governo do Japão que acomoda visitantes de Estado. Localizado no distrito de Akasaka, em Tóquio, passou a exercer sua atual função em 1974. Projetado pelo arquiteto Katayama Tokuma em um estilo neobarroco, o Palácio Akasaka serviu como a residência do Príncipe Herdeiro do Japão.
O Palácio Honmaru também é por vezes usado por a Família Imperial. Em 1928, o banquete de coroação do Imperador Hirohito foi realizado neste palácio.
O Kyōto Gosho (京都御所), ou Palácio de Kyoto, foi um Palácio Imperial do Japão durante o Período Edo. Actualmente os seus terrenos encontram-se abertos ao público e a Agência da Casa Imperial acolhe visitas turísticas aos edifícios várias vezes ao dia.
O palácio perdeu muitas das suas funções na época da Restauração Meiji, quando a capital foi mudada para Tóquio, em 1869. No entanto, os Imperadores Taisho e Showa ainda tiveram as suas cerimónias de coroação no Kyōto Gosho.
O Palácio Tōgū (東宮, tōgū, significando Palácio Leste) é a residência oficial de Naruhito, príncipe-herdeiro do Japão, e de sua família. A propriedade está situada nos terrenos do Palácio de Akasaka, Tóquio.
Antigamente chamado de Palácio Ōmiya, serviu como residência da Imperatriz Teimei até a sua morte, em 1951. Até então, o príncipe-herdeiro do Trono do Crisântemo morava em outra parte do Palácio de Akasaka, onde moram outros membros da Casa Imperial do Japão, como o Príncipe Akishino, o Príncipe Mikasa, o Príncipe Tomohito de Mikasa e a Princesa Takamado.

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Cemitério Imperial Musashi:

O Cemitério Imperial Misashi é o mausoléu onde são enterrados os imperadores do Japão e as suas esposas. O cemitério está localizado dentro de uma floresta nos subúrbios do oeste de Tóquio 

O cemitério contém os mausoléus do Imperador Taisho, da Imperatriz Teimei, do Imperador Showa ((Hirohito), e da Imperatriz Kōjun. 

Os quatro mausoléus são, respectivamente, Tama no Misasagi (多摩陵). Tama no Higashi no Misasagi (多摩東陵); Musashino no Misasagi (武藏野陵) e Musashino no Higashi no Misasagi (武藏野東陵).

Títulos:

No Japão, o Imperador nunca é referido pelo seu nome, mas simplesmente pelo título Sua Majestade o Imperador (天皇陛下,tennō heika?), que pode ser abreviado como Sua Majestade (陛下, heika). Na escrita, o Imperador também é referido formalmente como "O Reinante Imperador" (今上天皇, kinjō tennō).

Era dos reinados:

O sistema oficial dos anos japoneses de Nengo, começam com a ascensão do imperador atual, a partir desse acontecimento, começa o primeiro ano. O imperador atual Akihito, subiu ao trono em 1989, e o nome novo de era foi denominado Heisei. Assim esse ano corresponde ao Heisei 1 (平成元年, Heisei gannen? , ou “primeiro ano”). Este sistema está em uso esporadicamente desde 645 e continuamente de 701. Até 1867 diversos nomes foram usados durante o reino de cada imperador. De 1868 somente uma era conhecida e foi usada por cada imperador. Desde 1868 cada imperador ganhou seu nome póstumo pelo seu nome da era.

Agência da Casa Imperial:

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A Agência da Casa Imperial (宮内庁, kunaichō) é um órgão governamental do Japão, responsável por questões do Estado relativas à família imperial japonesa. Antes da Segunda Guerra Mundial, era chamada de Ministério da Casa Imperial.

Possui cerca de 1.500 funcionários.

A Agência é responsável por controlar a agenda diária dos membros da família imperial, como visitas ao exterior e a eventos públicos, e tomar as providências e os arranjos de saúde e segurança destes.

Também faz parte de seu papel manter a sucessão ao Trono do Crisântemo.

Turistas que desejam fazer uma visita ao Kyoto Gosho ou à Vila Imperial de Katsura devem primeiramente se registrar em visitas guiadas pela Agência, que cuida da administração das várias residências imperiais espalhadas pelo país.

O edifício sede da Agência da Casa Imperial está localizado nas dependências do Palácio Imperial, em Tóquio.

Família Imperial Japonesa:

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Membros da Casa Imperial do Japão realizam deveres sociais e cerimoniais, mas não têm papéis nas relações do governo. A Família Imperial do Japão (皇室, kōshitsu?) compõe-se dos membros da família do actual Imperador do Japão que cumpre com suas obrigações oficiais e participa em actos públicos. Na Constituição do Japão vigente, o imperador é o símbolo da nação niponica e da unidade do povo. Os demais membros da família imperial cumprem com suas obrigações ceremoniais e sociais mas não intervêm em assuntos governamentais.

A dinastía japonesa é a monarquia hereditaria continuada mais antiga do mundo. A Casa Imperial japonesa reconhece a legitimidade dos cento vinte e cinco monarcas que se sucederam desde a ascensão do Imperador Jimmu, (cuja data tradicional é a do 11 de fevereiro do 660 a. C.) até chegar ao actual Imperador, Ahikito. A maioria dos historiadores opinam que os catorze primeiros imperadores mais que reais são personagens legendarios (desde o Imperador Jimmu, ao Imperador Chuai).

Site Oficial: http://www.kunaicho.go.jp/