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Blog_Real - O Blog das Monarquias

Siga as actividades da realeza e fique a conhecer melhor as monarquias da Europa e do Mundo.

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Na Tailândia há palácios e templos fechados para chorar o rei

17.10.16, Blog Real

As autoridades tailandesas decidiram que o período de luto pelo rei Bhumibol Adulyadej, que morreu na quinta-feira, deve abranger, de alguma forma, os turistas que visitam o país e, por isso, publicou uma lista de monumentos e sítios que estarão fechados durante as cerimónias fúnebres.

Assim sendo, e até dia 20 de Outubro, duas das maiores atracções de Banguecoque – o Grande Palácio e o Templo do Buda de Esmeralda, onde os ritos funerários terão lugar – estarão inacessíveis.

Segundo a agência de notícias oficial do governo chinês, dois dos principais estádios de boxe tailandês, o Ratchadamnoen e o Lumpini, também estão fechados. O primeiro, talvez o mais popular deste desporto que cativa milhares de tailandeses e estrangeiros em visita ao país, estará encerrado pelo menos um mês (a data de reabertura ainda não foi anunciada).

A lista de atracções turísticas que sofrerão alterações nos horários e mesmo no calendário será actualizada esta segunda-feira. Os operadores turísticos estão a recomendar a todos que consultem com frequência sites noticiosos e a página oficial da Autoridade de Turismo da Tailândia para que ao chegar não fiquem desapontados.

É que não são só os palácios e templos que vão fechar as portas. Espectáculos nocturnos habitualmente muito procurados também foram cancelados nos próximos dias e a actividade de muitos dos mercados suspensa. Algumas das mais importantes festas populares foram mesmo riscadas do calendário, entre elas o festival de fogo-de-artifício e as celebrações de ano novo na cidade costeira de Pattaya, um dos destinos de férias mais concorridos do país. Muitos concertos de artistas locais e internacionais ficaram sem efeito.

Ainda segundo a agência noticiosa Xinhua (Nova China), as recomendações das autoridades tailandesas para este período de luto e recolhimento passam também por sugerir aos turistas que usem, “se possível, roupa escura e respeitosa quando em público”.

Os proprietários de bares e discotecas foram aconselhados a fechar durante este período em que o país chora a morte do monarca, embora o encerramento não seja obrigatório. Foi decretado um período de luto nacional de 30 dias (a contar da passada sexta-feira), alargado a um ano para os funcionários do Governo espalhados pelo país.

Morre o último rei de Ruanda

17.10.16, Blog Real

O último rei de Ruanda, Kigeli V, morreu neste domingo, aos 80 anos, nos Estados Unidos, informou o seu site oficial.

Nascido Jean-Baptiste Ndahindurwa em Kamembe, o monarca foi para o exílio em 1960 depois de se chocar com a administração colonial belga.

Kigeli V sucedeu no trono em 1959 o seu meio-irmão Mutara III, antes da “revolução social” hutu de novembro daquele ano, que expulsou do país dezenas de milhares de tutsis, a maioria dos quais não voltaram ao país até depois do genocídio de 1994.

Kigeli V era tutsi, mas, segundo a tradição, a realeza estava acima das diferenças raciais e representava todos os ruandeses.

No entanto, ao se apoiar na minoria tutsi para dirigir o país e excluir a maioria hutu de qualquer cargo importante, a metrópole belga havia aprofundado os antagonismos. Assim, a monarquia se converteu pouco a pouco aos olhos da maioria oprimida em uma instituição tutsi.

Após a “revolução social” que colocou fim à ordem hierárquica do período colonial belga, a monarquia, já muito enfraquecida, manteve-se num primeiro momento.

Mas em 1960 o rei pediu às Nações Unidas que o ajudasse a obter a independência de Ruanda, e as autoridades belgas, ao ficarem cientes, expulsaram-no do país.

Em setembro de 1961 a monarquia foi abolida por referendo, um ano antes de Ruanda conquistar a sua independência.

Kigeli V viveu exilado em vários países africanos antes de se instalar nos subúrbios de Washington em 1992.