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Blog_Real - O Blog das Monarquias

Siga as actividades da realeza e fique a conhecer melhor as monarquias da Europa e do Mundo.

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Corpo de antigo rei cambodjano em câmara-ardente durante três meses antes do funeral oficial

15.10.12, Blog Real

O corpo do antigo rei do Camboja Norodom Sihanouk, que morreu esta segunda-feira em Pequim com 89 anos, vai estar em câmara-ardente durante três meses antes da realização do funeral oficial, indicou um porta-voz do governo cambojano.

Os restos mortais de Sihanouk devem chegar a Phnom Penh na quarta-feira à tarde, seguindo-se um período de luto que se prolongará até 21 de outubro, precisou Khieu Kanharith.

"O funeral realizar-se-á três meses mais tarde", referiu.

A decisão foi tomada algumas horas depois do anúncio da morte do antigo monarca.

"Está de acordo com a tradição da família real cambojana", indicou o ajudante de campo de Sihanouk, o príncipe Sisowath Thomico, precisando que o mesmo procedimento foi seguido depois da morte do pai de Sianouk, o rei Norodom Soramarith, em 1960.

O atual rei, Norodom Sihamoni, que sucedeu ao pai quando este abdicou em 2004, partiu hoje para Pequim com o primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, para acompanhar a deslocação dos restos mortais até ao Camboja.

O porta-voz prevê ainda que mais de 100 mil pessoas se concentrem na quarta-feira para receber os restos mortais no Camboja.

Morreu o antigo rei do Camboja

15.10.12, Blog Real

Norodom Sihanouk foi uma das mais importantes figuras da política asiática na segunda metade do século XXO antigo rei do Camboja, Norodom Sihanouk, morreu na madrugada desta segunda-feira em Pequim, aos 89 anos, com um ataque cardíaco. Ficará para a história como o homem que conseguiu que o país permanecesse unido, depois de décadas de guerra.

“A sua morte foi uma grande perda para o Cambodja. O rei Sihanouk não pertencia à sua família, pertencia ao Camboja e à história”, reagiu o príncipe Sisowath Thomico, seu assistente pessoal. Morreu pouco depois de ser levado para o hospital.

O corpo será transportado para a capital cambojana para o funeral, que terá lugar no palácio real. Ao início do dia, o rei Sihamonim, seu filho, que lhe sucedeu em 2004, e o primeiro-ministro Hun Sem viajaram de Phnom Penh para Pequim. Foi aí que Sihanouk passou grande parte dos últimos meses, no tratamento de um cancro. Sofria também de diabetes e hipertensão.

No ano passado, na comemoração dos 20 anos do regresso do exílio, prometera nunca mais abandonar o Camboja, mas em Janeiro as precárias condições de saúde obrigaram-no a viajar para Pequim. “Esta vida tão longa pesa-me, com um peso insuportável”, escrevera ele em 2009.

O reinado de Sihanouk foi dos mais longos das monarquias asiáticas, apesar dos períodos em que esteve exilado e de ter abdicado do trono em 2004, a favor do filho Sihamonim, antigo bailarino. Foi coroado em 1941 pelo regime de Vichy, nos tempos em que o Camboja era ainda uma colónia francesa, na crença de que seria facilmente manipulável. Acabaria por se tornar no primeiro rei do Camboja independente, em 1953.

Casou-se seis vezes, teve 14 filhos. Cinco deles morreram às mãos do regime Khmer Vermelho, de Pol Pot, responsável pela morte de 1,7 milhões de pessoas em quatro anos. O mesmo regime que ele próprio apoiou inicialmente.

Ao longo dos anos foi criticado por isso, pela imprevisibilidade, acusado de autoritarismo e elitismo também. Mas foi ao mesmo tempo uma figura conciliadora num país que atravessou décadas de violência e de guerra.

Apesar de um percurso mais que tumultuoso, o historiador australiano Milton Osborne disse à AFP estar certo de que Sihanouk ficará conhecido como “um grande dirigente” e que “os momentos mais difíceis” serão esquecidos. “Todos os cambojanos são perversos, e isso incluiu-me a mim”, disse um dia Sihanouk.

Palácios Reais - Palácio de Amalienborg

15.10.12, Blog Real

O Palácio de Amalienborg (Amalienborg Slot, em dinamarquês) é uma das mais famosas e talvez a mais importante atração turística de Copenhaga. É a residência oficial da Família real dinamarquesa, situado na capital Copenhaga e composto de quatro edifícios simétricos em estilo rococó. Projetado por Nicolai Eigtved, Amalienborg abrigou entre 1750 e 1768, diferentes famílias da nobreza dinamarquesa. Até que, em 1794, um incêndio destruiu o Palácio de Christiansborg, fazendo de Amalienborg a residência real. O Palácio é considerado atualmente como uma das maiores obras arquitetônicas da Dinamarca e um dos edifícios mais refinados em estilo rococó.

A Família real reside na Mansão de Christian IX, um dos quatro prédios que constituem o Palácio. Contudo, a Rainha Ingrid, falecida rainha-mãe, vivia na Mansão de Frederico VIII. A Rainha Margarida, bem como sua família, preferem Amalienborg e o utilizam como sua residência, deixando o Palácio de Christiansborg para deveres de Estado.

História

 A história começa por volta de 1600, quando Cristiano IV, coroado em 1596, começou a resolver um grande problema da cidade na época: a falta de espaço. Ele comprou as terras ao norte da cidade medieval, e logo adquiriu todo o espaço entre o que é hoje a rua Øster Volgade, a Cidadela (Kastellet, um forte para proteger a cidade de ataques) e o porto. Uma das primeiras coisas que ele fez foi construir um jardim para ele mesmo, o Kongens Have, onde também começou a construir o que se tornaria o Castelo Rosenborg. Cristiano IV era conhecido como um grande arquitecto e construtor. O terreno em torno de palácios de Amalienborg foi adquirido cerca de 1602 pelo rei Christian IV (1577-1648 - governou a Dinamarca e a Noruega 1588-1648) e foi situado fora das muralhas de Copenhaga.

Durante as décadas de 1630 e 1640 a área foi fortificada com grandes muros e barricadas, que hoje ainda possui algumas partes preservadas no jardim botânico e nas construções do leste. A Cidadela foi concluída somente no reinado do filho e sucessor de Cristiano IV, Frederico III. Em 1660, Sophie Amalie, consorte de Frederico III, comprou a área entre a actual Rua Broad e a costa, para construir um castelo de verão, no lugar do "Dronningens Enghave", destruído pelo ataque sueco à Copenhaga em 1658-60. Ela construiu entre 1667 e 1673 o palácio denominado Sophie Amalienborg (borg em dinamarquês significa "castelo"), em forma de uma villa italiana, com um casino num prédio de três andares com um "belvedere". Esse castelo tinha os fundos para onde hoje é um dos prédios de Amalienborg. O nome se manteve mesmo depois do incêndio que o devastou em 1689.

O segundo castelo Sophie Amaliemborg foi construído pelo rei Frederico IV no começo de seu reinado. Era uma modesta residência de verão para a família real, com dois andares com vista para o porto e cercado por um jardim em estilo francês. Mais tarde, o local deu espaço aos ambiciosos planos do rei Frederico V, que estabeleceu ali uma nova cidade, chamada Frederiksstaden ("cidade de Frederico"), fora dos muros de Copenhaga.

Desenvolvimento de Frederiksstaden

Amalienborg é a peça central de Frederiksstaden, um distrito construído por Frederico V para comemorar o tricentenário da ascensão dos Oldemburgo ao trono da Dinamarca, e em 1749 o tricentenário da coroação de Cristiano I. Este desenvolvimento é geralmente pensado para ter sido fruto da imaginação de plenipotenciários do embaixador dinamarquês em Paris, Johann Ernst Hartwig Bernstorff. O título do projeto foi assinado por Adam Gottlob Moltke, um dos homens mais poderosos e influentes do país, com Nicolai Eigtved como real arquiteto e supervisor. Frederiksstaden, planejado para receber a mais alta nobreza, tornou-se um grandioso exemplo da arquitetura barroca europeia.

No Palácio de Amalienborg no meio da praça está a estátua equestre do rei Frederik V. O escultor francês Jacques-François-Joseph Saly foi responsável por sua criação, em 1753, finalmente concluída e foi inaugurada em 1771, mas, infelizmente, morreu em 1766 com apenas 43 anos de sua vida e reinado durante 20 anos - cinco anos antes da inauguração cerimonial da estátua.

Uma placa em homenagem ao arquiteto tribunal Nicolai Eigtved - que elaborou o plano de Frederiksstad é colocado na parede do palácio do Rei cristãos VIII sobre Frederiksgade.

Mudança da Familia Real para o Palácio de Amalienborg

Em 1794 o Palácio de Christiansborg, que era a residência real, foi levantado por incêndios pesados e o Rei Christian VII (1749-1808) - governou a Dinamarca e a Noruega 1766-1808) e a sua família tornaram-se desabrigados - que fez o rei adquirir as duas propriedades de Amalienborg vazias - Moltke Schack e de palácios. A família real se mudou para os palácios dentro de alguns dias após a catástrofe de Christiansborg.

Os Quatro Palácios

Palácio de Cristiano IX

A construção do Palácio de Cristiano IX, ou Palácio Schack, foi iniciada em 1750. No entanto, em 1754 o Conselheiro real Løvenskjold Severin, que encomendou a construção, teve que desistir em face dos compromissos financeiros. A condessa Anne Sophie Schack assumiu a construção e passou-a à seu neto, Hans Schack. Em 1757, Hans Schack casou-se com a filha de Adam Gottlob Moltke, o que contribuiu na qualidade da construção com o uso dos melhores artistas e artesãos.

Após o incêndio em Christiansborg, o Palácio Schack foi adquirido pelo Príncipe-herdeiro Frederico, à época príncipe regente. Este então foi ligado ao Palácio Moltke pela "Colonnade", uma passagem sustendo por oito colunas jônicas sobre a Amaliegade. O príncipe- herdeiro, regente desde 1784, foi coroado sob o nome Frederico VI em 1808. Após sua morte em 1839, o palácio foi utilizado pela Suprema Corte e Ministério das Relações Exteriores.

Em 1863, o Palácio foi colocado à disposição de Cristiano IX, de quem receberia o nome que ostenta até hoje. O "sogro da Europa" viveu lá até sua morte, em 1906. A casa permaneceu intocada até ser registrada em 1948. Em 1967, o palácio foi restaurado para acomodar a então herdeira Princesa Margarida e o Príncipe Henrik. A rainha e o príncipe consorte ainda usam o Palácio como sua residência.

Palácio de Cristiano VII

O Palácio de Cristiano VII, ou Palácio Moltke foi erguido entre 1750 e 1754 para o Lorde Adam Gottlob Moltke. Em 1794, um incêndio destruiu o Palácio de Christiansborg, fazendo com que Cristiano VII comprasse este palácio. Após a morte de Cristiano, seu sucessor Frederico VI, manteve o palácio como residência real. Desde 1885, é utilizado somente para cerimônias oficiais, exceto quando abrigou Frederico IX e a Princesa Ingrid.

Na década de 1970, foram estabelecidos um jardim de infância e uma sala de aula para os príncipes Frederico e Joaquim da Dinamarca. Em 1982, a Agência de Palácios e Propriedades iniciou uma restauração exterior do Palácio. Em 1993 e 1996, com o apoio de uma série de patrocinadores privados, a Agência realizou uma restauração geral do interior. O Palácio de Christian VII é ocasionalmente aberto ao público.

Palácio de Cristiano VIII

O Palácio de Cristiano VIII, ou Palácio Levetzau, foi construído para o Conselheiro Christian Frederik von Levetzau em 1750. O Príncipe Frederik, o herdeiro presuntivo, comprou o Palácio em 1794 e encarregou o pintor Nicolau Abildgaard de adequá-lo ao estilo imperial francês. Com a morte de Frederico em 1805, seu filho Cristiano assumiu o Palácio e as obras de restauração. No entanto, Abildgaard morreu quatro anos depois, deixando incompleta a restauração. Em 1839, Cristiano VIII concluiu as obras e passou a residir no Palácio que leva seu nome. Cristiano VIII veio a falecer em 1848 e sua consorte, Carolina Amália, em 1881.

Foi utilziado pelo Ministério de Relações Exteriores de 1885 até 1898, quando o Palácio tornou-se residência de Cristiano X e da Princesa Alexandrina. Com a morte de Cristiano X, o Palácio foi colocado à disposição do Príncipe Knud, o herdeiro presuntivo. Na década de 1980, a Agência de Palácios e Propriedades iniciou uma recuperação geral do Palácio. Foram reformadas as salas de residência e recepção do herdeiro do trono, a Biblioteca da Rainha e um museu para a Casa Real de Glücksborg. Este palácio foi a residência do príncipe Frederico até 2004.

Palácio de Frederico VIII

Palácio de Frederico VIII, ou Palácio Brockdorff, foi construído entre 1750 e 1760 para o Barão Joachim Brockdorff. O barão morreu em 1763, e Adam Gottlob Moltke adquiriu o palácio. Dois anos depois, ele vendeu o Palácio de Frederico V. A partir de 1767, o Palácio serviu como sede da Academia Militar para Cadetes do Exército. Os cadetes tiveram de desocupar o palácio quando Frederico VI o designou para residência de seu filho, Frederico VII e a Princesa Guilhermina. A partir de 1837, quando o casamento de Frederico VII foi dissolvido, o Palácio abrigou vários membros da família real. Até 1869, quando o príncipe-herdeiro Frederico VIII se mudou definitivamente para lá.

Em 1934, o Palácio foi restaurado, a fim de ser usado pelo príncipe Frederico IX e a Princesa Ingrid. A Rainha-mãe Ingrid viveu neste palácio até á sua morte em 7 de Novembro de 2000. Atualmente é a residência do Príncipe-herdeiro Frederico e da Princesa Mary.

Residência do Monarca

Ao longo de séculos, vários reis e suas famílias viveram nos quatro palácios que formam Amalienborg. O Palácio de Amalienborg tem às 12h o horário mais agitado do dia, com a cerimônia de troca da guarda. Os soldados marcham do Castelo Rosenborg até ao centro do pátio principal de Amalienborg, entre a multidão encantada e a banda marcial.

O Jardim

Entre o Palácio de Amalienborg e o porto está localizado o Amaliehaven (Jardim Real). O jaridm inaugurado em 1983 é um dos mais recentes na cidade. Foi doado à Copenhaga e portanto é administrado pelo Estado. As duas fontes existentes no parque são frequentemente um cartão postal com o Palácio ao fundo

Museu

No andar térreo do Palácio de Cristiano VIII há um museu inaugurado em 1994, baseado no interior do Castelo Rosenborg. Conta também com um passeio pela arte contemporânea e fotografias e mobiliário elegante (organizados com grande sensibilidade). Nos aposentos reais são preservados mais de 150 anos em objetos históricos, incluindo roupas tradicionais com acessórios.

A Segurança

Esta residência real é guardada dia e noite, pela Guarda Real. Soldados em uniformes preto e azul e vermelho e azul escuro usando um urso no alto da cabeça. Em cada meio-dia há uma mudança cerimonial da guarda, acompanhada por música. Se a rainha está em casa, a marcha não pode prescindir da guarda, batalhões e dos padrões reais. A troca da guarda é uma das mais antigas e mais comuns de todas as cerimônias reais - um novo guarda troca a responsabilidade com um outro que lá já estava para dar continuidade aos procedimentos operacionais. A Kongevagt (The King´s Guard) e sua troca acompanhada pela banda real que toca tradicionais marchas militares, acontece quando a rainha está na residência. Os guardas saem do castelo de Rosenborg as 11:30 e chegam em Amalienborg ao meio dia, onde ocorre a troca da guarda.

A Løjtnantsvagt (The Lieutenant Guard) é a exercida quando o Príncipe Consorte Henrique da Dinamarca (marido da rainha) ou do príncipe herdeiro estão reinando na ausência da rainha, e a Palævagt (The Palaca Guard) é a exercida quando o príncipe herdeiro Frederico da Dinamarca ou o príncipe Joaquim da Dinamarca estão em Amalienborg, ou quando o palácio está sem nenhum membro da família real.

Localização e significância

Amalienborg é considerado o mais belo palácio real, não apenas na Dinamarca, mas em todo o Norte da Europa, recebendo muitos turistas estrangeiros e até mesmo habitantes locais. Desde 1993, Amalienborg é candidato para inclusão no Património Mundial da UNESCO. A taxa de visitação para adultos é de 50 coroas, já crianças têm entrada gratuita.