Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blog_Real - O Blog das Monarquias

Siga as actividades da realeza e fique a conhecer melhor as monarquias da Europa e do Mundo.

Blog_Real - O Blog das Monarquias

Siga as actividades da realeza e fique a conhecer melhor as monarquias da Europa e do Mundo.

Palácios Reais - Palácio de Buckingham

07.10.12, Blog Real

O Palácio de Buckingham é a residência oficial do monarca britânico em Londres, Inglaterra.Somado ao facto de ser a residência de rainha Isabel II, o Palácio de Buckingham é o local de entretenimento real, base de todas as visitas oficiais de chefes de estado ao Reino Unido, e uma grande atração turística. Tem sido um ponto de religação para o povo britânico em momentos de grande alegria e de crise. No entanto, não é admirado por todos, pois foi votado como o quarto prédio mais feio de Londres em Março de 2005.

O palácio, originalmente conhecido como Casa de Buckingham (o edifício que forma o coração do actual palácio) foi uma grande casa citadina construída pelo Duque de Buckingham, em 1703, e adquirida pelo rei Jorge III, em 1762, como uma residêndia privada, conhecida como "A Casa da Rainha" ("The Queen's House"). Foi reformada e aumentada ao longo de 75 anos, principalmente pelos arquitectos John Nash e Edward Blore, formando três alas em volta de um pátio central. O Palácio de Buckingham tornou-se a residência oficial da monarquia com a ascensão da Rainha Vitória em 1837. As reformas mais significativas foram feitas na Era Vitoriana, com a adicção de uma grande ala em direcção a Leste e com a remoção de antigas entradas. A fachada Leste foi refeita em 1913 junto ao Memorial de Vitória, criando a actual fachada pública do palácio, incluindo o famoso balcão.

O desenho de interiores original, do início do século XIX, muito do qual ainda sobrevive, inclui o uso predominante de mármores de imitação brilhantemente coloridos e lápis azul e cor-de-rosa, segundo a recomendação de Sir Charles Long. O rei Eduardo VII dirigiu uma grande redecoração no estilo Belle Époque, com um esquema de cores creme e azul. Várias pequenas salas de recepção são mobiliadas no estilo chinoiserie, com mobiliários e equipamentos trazidos do Royal Pavilion em Brighton e da Carlton House, depois da morte do rei Jorge IV. Os jardins públicos do palácio são os maiores jardins privados de Londres, projectados originalmente por Capability Brown, mas redesenhado por William Townsend Ailton do Kew Gardens e por John Nash. O grande lago artificial foi finalizado em 1828 e é abastecido pelas águas do lago Serpentine do Hyde Park.

As Salas de Estado formam o núcleo do palácio em funções e são usadas correntemente pela rainha Isabel II e membros da família real para entretenimento oficial e de estado. O Palácio de Buckingham é um dos mais conhecidos edifícios do mundo e é visitado por mais de 50.000 pessoas anualmente, como convidados de banquetes, almoços, jantares, recepções e festas de jardim reais.

Residência do Monarca

Actualmente, o Palácio de Buckingham não é exclusivamente a residência dos dias de semana da rainha Isabel II e do Príncipe Filipe. O edifício é também a residência londrina de André, Duque de York e dos Condes de Wessex, Eduardo e Sofia. O Palácio também aloja os gabinetes da Casa Real e é o local de trabalho de 450 pessoas.

Em 1999, foi declarado que o palácio continha 19 Salas de Estado, 52 quartos de dormir principais, 188 quartos para o pessoal, 92 gabinetes e 78 casas de banho. Embora estes números possam parecer impressionantes, o Palácio de Buckingham é pequeno quando comparado com os palácios dos Czars, Peterhof, em São Petersburgo e os palácios de Alexandre e Catarina, em Tsarskoe Selo, com o Palácio Apostólico, em Roma, com o Palácio Real de Madrid ou mesmo com o antigo Palácio de Whitehall, e muito pequeno em comparação com a Cidade Proibida e com o Palácio de Potala. A relativa pequenez do palácio pode ser melhor apreciada de dentro, olhando para o quadrângulo interior. Em 1938 foi feita uma ampliação menor, com o pavilhão Noroeste, projectado por Nash, a ser convertido numa piscina.

Cerimónias da Corte

Durante o actual reinado, a cerimónia da Corte sofreu uma modificação radical, com a entrada no palácio a deixar de ser prerrogativa exclusiva da classe superior.

Houve, progressivamente, um relaxamento progressivo no código do vestuário formal da Corte. Em reinados anteriores, os homens que não vestiam uniforme militar usavam um calção pelo joelho, segundo um desenho do século XVIII. O vestido da tarde de mulher incluia obrigatoriamente longas costuras nas capas e tiaras e/ou penas no cabelo. Depois da Primeira Guerra Mundial, quando a rainha Maria desejou seguir a moda levantando as suas saias algumas polegadas acima da terra, solicitou uma dama de companhia que encurtasse as suas próprias saias para avaliar a reação do rei. O rei Jorge V ficou horrorizado e, por isso, a barra da saia da rainha Maria permaneceu ultrapassadamente baixa. Posteriormente, Jorge VI e a rainha Elizabeth permitiram que as saias diurnas ficassem mais curtas.

Actualmente não há qualquer código de vestido oficial. A maior parte dos homens convidados para comparecerem no Palácio de Buckingham durante o dia decidem usar uniforme de serviço ou casacos de manhã, e ao anoitecer, dependendo da formalidade da ocasião, optam pelo smoking ou pelo white tie. Se a ocasião fôr de white tie, as mulheres devem usar, então, uma tiara, se a possuirem.

Uma das primeiras grandes modificações ocorreu em 1958, quando a rainha aboliu as festas de apresentação de debutantes.Essas apresentações na Corte, de meninas da aristocracia ao monarca, realizavam-se na Sala do Trono. As debutantes usavam um vestido de Corte completo, com três altas penas de avestruz no seu cabelo. Entraram, faziam reverência, executavam uma coreografada marcha para trás, e uma nova mesura, enquanto manobravam o vestido do comprimento prescrito. A cerimónia correspondia às Salas-de-Estar da Corte de reinados anteriores, e a rainha Isabel II substituiu as apresentações por grandes e frequentes festas de jardim, para um corte transversal da sociedade britânica. A falecida Princesa Margarida ficou com a reputação de ter comentado acerca das apresentações de debutantes: "tivemos que pôr-lhe um fim, todas as prostitutas de Londres lá entravam".Actualmente, a Sala do Trono é usada para a recepção de discursos formais, tais como aqueles que foram feitos à rainha por ocasião dos seus Jubileus. É no estrado do Trono que os retratos dos casamentos Reais e as fotografias de família são tirados.

As investiduras, as quais conferem fidalguia através de um duplo toque com uma espada, e a atribuição de outros prémios realizam-se no Salão de Baile Vitoriano do palácio, construído em 1854. Esta sala, com os seus 123 pés de compriemento por 60 pés de largura (37 m. por 20 m.), é a maior do palácio. Substiuiu a Sala do Trono, tranto na importância como no uso. Durante as investiduras, a rainha fica no estrado de trono, por baixo de um gigantesco pálio aveludado, cupulado, conhecido como "shamiana" ou baldaquino, usado na coroação no Delhi Durbar (Corte de Deli), em 1911. Uma banda militar toca na galeria dos músicos, enquanto os agraciados com os prémios se aproximam da rainha e recebem as suas honras, observados pelas suas famílias e amigos.

Os banquetes de Estado também se realizam no Salão de Baile. Esses jantares formais têm lugar na primeira tarde de cada visita de estado realizada pelos Chefes de Estado estrangeiros. Nessas ocasiões, muitas vezes mais de 150 hóspedes, os homens em white tie e condecorações, e as mulheres com tiaras, jantam em pratos de ouro. A maior e mais formal recepção que tem lugar no Palácio de Buckingham realiza-se em cada mês de Novembro, quando a rainha recebe os membros dos corpos diplomáticos estrangeiros residentes em Londres. Nesta ocasião, todas as Salas de Estado estão em uso, como a família real a caminhar por elas,começando o seu cortejo pelas grandes portas a Norte da Galeria dos Quadros. Tal como Nash tinha previsto, todas as grandes portas duplas espelhadas permanecem abertas, reflectindo os numerosos lustres de cristal e candeeiros, causando uma deliberada ilusão de óptica de espaço e luz.

As cerimónias menores, como a recepção de novos embaixadores, realizam-se na Sala de 1844. Aqui, a rainha também oferece pequenas festas com almoço, e reúne frequentemente o Conselho Privado do Reino Unido. As festas com almoço de maiores dimensões realizam-se muitas vezes na Sala de Música, encurvada e com cúpula, ou na Sala-de-Jantar de Estado. Em todas as ocasiões formais, as cerimónias são observadas pela Guarda Real, envergando os seus uniformes históricos, e por outros oficiais da Corte, como o Lord Chamberlain ("Lorde Camareiro").

Desde o bombardeamento da capela do palácio, na Segunda Guerra Mundial, os baptizados reais realizam-se, por vezes, na Sala de Música. Os três filhos mais velhos de Isabel II foram batizados nessa sala,numa especial fonte baptismal dourada. O Príncipe Guilherme de Gales foi baptizado na mesma sala do seu pai e tios; contudo, o seu irmão, Henrique de Gales, foi baptizado na Capela de São Jorge, do Castelo de Windsor.

As maiores festividades do ano são as Festas de Jardim da Rainha, as quais contam com um número de convidados que pode ir até aos 8.000, os quais tomam chá e comem sanduíches em grandes tendas erguidas no Jardim do Palácio de Buckingham. Quando uma banda militar começa a tocar o Hino Nacional, God Save the Queen, a rainha emerge da Sala do Arco e, lentamente, caminha por entre os hóspedes em direcção à sua tenda de chá privada, cumprimentando os previamente selecionados para a honra. Os convidados que não têm, de facto, oportunidade de ver a rainha, têm, pelo menos, a consolação de poder admirar o Jardim do Palácio de Buckingham.

Interior

A área ocupada pelo palácio contém 77.000 metros quadrados (828.818 pés quadrados).As principais salas do palácio estão contidas no "piano nobile", por trás da fachada Oeste do jardim, nas traseiras do edifício. O centro deste ornado conjunto de Salas de Estado é a Sala de Música, sendo o seu grande arco a característica dominante da fachada. Flanqueando a Sala de Música estão as Salas-de-Estar Azul e Branca. No centro do conjunto, servindo de corredor de ligação entre as várias salas de estado, fica a Galeria dos Quadros, a qual é iluminada a partir do topo e possui 55 jardas (50 m.) de comprimento. A galeria está relacionada com trabalhos de Rembrandt, van Dyck, Rubens, e Vermeer. Outras salas que conduzem à Galeria dos Quadros são a Sala do Trono e a Sala-de-Estar Verde. A Sala-de-Estar Verde é usada como uma enorme antecâmara da Sala do Trono e faz parte da via cerimonial que vai desde a Sala da Guarda, no topo da Grande Escadaria, até ao trono. A Sala da Guarda contém uma estátua, em mármore branco, do príncipe Alberto em traje romano, colocado numa tribuna, alinhada com tapeçarias. Essas salas muito formais são usadas, unicamente, em ocasiões cerimoniais e de interesse oficial.

Imediatamente abaixo dos Apartamentos de Estado fica um conjunto de salas ligeiramente menores, conhecidas como os apartamentos semi-estatais. Abrindo-se a partir da galeria de mármore, essas salas são usadas para recepções menos formais, como festas de almoço e audiências privadas. Algumas das salas foram nomeadas e decoradas para determinados visitantes, tal como a "Sala de 1844", que foi decorada naquele ano para a visita de estado do Czar Nicolau I da Rússia. No centro deste conjunto fica a Sala do Arco, pela qual passam anualmente milhares de convidados para as Festas de Jardim da rainha, realizadas nos jardins depois dela. A rainha usa privadamente um conjunto mais pequeno de salas na ala Norte.

Entre 1847 e 1850, quando Blore construía a nova ala Este, o Royal Pavilion, em Brighton, foi uma vez mais espoliado do seu mobiliário. Como resultado disso, muitas das salas na nova ala têm uma atmosfera nitidamente oriental. A Sala de Almoço Chinesa, encarnada e azul, é composta por partes das salas de banquetes e de música do Royal Pavilion, mas tem uma chaminé, também vinda de Brighton, com um desenho mais indiano do que chinês. A Sala-de-Estar Amarela tem um papel de parede do século XVIII, que foi fornecido, em 1817, para o Salão de Brightom. A chaminé desta sala é uma visão europeia do que seria um equivalente chinês, completada com mandarins a acenar com a cabeça, colocados em nichos, e espantosos dragões chineses alados.

No centro da ala Este fica o famoso balcão, com a Sala de Centro por trás das suas portas de vidro. Este salão possui um estilo chinês, realçado pela rainha Maria que, trabalhando com o desenho de Sir Charles Allom, criou um "obrigatório" tema chinês, que duraria até ao final da década de 1920, embora as portas lacadas tivessem sido trazidas de Brighton em 1873. Estendida ao longo de todo o comprimento do "piano nobile" da ala Este fica a grande galeria, modestamente conhecida como o Corredor Principal, o qual cobre o comprimento do lado oriental do quadrângulo. Este tem portas e paredes espelhadas que reflectem pagodes de porcelana e outro mobiliário oriental de Brightom. A Sala de Almoço Chinesa e a Sala-de-Estar Amarela estão situadas em cada extremo desta galeria, com a Sala de Centro colocada, obviamente, ao centro.

Actualmente, os Chefes de Estado em visita, quando ficam no palácio, ocupam um conjunto de salas conhecido como a "suite belga", a qual fica no piso térreo da fachada Norte, voltada para o jardim. Essas salas, com corredores realçados por cúpulas baixas, foram inicialmente decoradas para o tio do príncipe Alberto, Leopoldo I da Bélgica, o primeiro rei dos belgas. O rei Eduardo VIII viveu nessas salas durante o seu curto reinado.

O jardim, as cavalariças reais e a alamedaFicheiro:Buckingham Palace BackYard.JPG

Por trás do Palácio, fica o jardim do Palácio de Buckingham, vasto e semelhante a um parque. A fachada do palácio voltada para o jardim foi desenhada por Nash, e é feita em pedra de Bath, com tons de ouro pálido. O jardim, que inclui um lago, é o maior jardim privado de Londres.

É neste jardim que a rainha apresenta as suas festas de jardim, anualmente no Verão, mas desde Junho de 2002 que a soberana tem convidado o público para o jardim em numerosas ocasiões. O Jubileu de Ouro da rainha, em 2002, e o seu 80º aniversário, em 2006, foram assinalados com festas espectaculares.

Adjacente ao palácio ficam os "Royal Mews", também projetados por Nash, onde as carruagens reais estão alojadas, incluindo o Coche Estatal Dourado. Este coche dourado em estilo Rococó foi desenhado por Sir William Chambers, em 1760, e tem pinturas de Giovanni Battista Cipriani. A sua estreia ocorreu na Abertura Estatal do Parlamento, por Jorge III, em 1762, e é usado pelo monarca somente para a coroação ou para as celebraA Alameda (conhecida como The Mall), uma via de aproximação cerimonial ao palácio, foi desenhada por Sir Aston Webb e concluída em 1911 como parte de um grande memorial à rainha Vitória. Esta alameda estende-se desde o Arco do Almirantado (Admiralty Arch), subindo até à rotunda em volta do Memorial de Vitória e ao átrio do palácio. Esta via é usada para as cavalgadas e desfiles de automóveis de todos os chefes de estados em visita, e também pela família real em ocasiões de estado, como a anual Abertura Estatal do Parlamento e o "Trooping the Colour" de cada ano.ções de jubileus.Os cavalos usados para puxar as carruagens nos cortejos cerimoniais Reais também estão alojados nos "Royal Mews".

Embora o Palácio de Buckingham seja a residência oficial da monarquia britânica e a residência da rainha Elizabeth II, a Família Real Britânica usa também outros palácios como residência, como o Castelo de Windsor, o Palácio de Kensington, Clarence House, Castelo de Balmoral e o Palácio de St.James, entre outros.